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sexta-feira, 15 de maio de 2009

Estenose da Válvula Mitral


Estreitamento da abertura da válvula mitral que dificulta a passagem do sangue da aurícula para o ventrículo.
É uma doença rara e só determinadas pessoas que tenham sofrido febre reumática têm possibilidade de contrair esta doença. Também pode surgir um coágulo que dê origem ao entupimento da válvula.

Os seus sintomas são:
. insuficiência cardíaca;
. consequente edema pulmonar;
. fadiga;
. dificuldades respiratórias;
. sopro característico.

Prolapso da Válvula Mitral


Protusão das valvas da válvula mitral para o interior da aurícula esquerda aquando uma contracção ventricular. Esta situação provoca a afluência de sangue para dentro da aurícula.
Muitos pacientes são assintomáticos quanto ao prolapso da válvula mitral, enquanto que outros podem apresentar inúmeros sintomas. As queixas mais comuns são as palpitações e desmaio (devidas a distúrbios do ritmo cardíaco), dor de cabeça, vertigens, dor torácica, falta de ar e fadiga, sendo esta última a mais comum.

Insuficiência da Válvula Mitral


Cada vez que o sangue se dirige da aurícula esquerda para o ventrículo esquerdo, a válvula mitral tem que fechar para que o sangue não volte para trás e se misture com o sangue que executa o seu percurso normal.
Neste caso de insuficiência, a válvula não tem essa capacidade de contrair e o fluxo de sangue retrocede.

As causas desta “incompetência mitral” são, o enfarte de miocárdio, a febre reumática (nos países menos desenvolvidos) e degenerescência mixomatosa, onde a válvula vai perdendo elasticidade até ficar flácida.

A insuficiência pode causar algumas palpitações no indivíduo, mas na maioria das vezes, esta só é identificada através do som típico que o médico ouvirá quando o auscultar.

Valvulopatias


Para fazer a ligação entre a aurícula direita e o ventrículo direito e facilitar a passagem do sangue, encontra-se a válvula tricúspide. Para fazer a ligação entre a aurícula esquerda e o ventrículo respectivo é-nos apresentada a válvula mitral.
Quando o sangue não consegue circular na sua direcção correcta ou quando as válvulas não conseguem abrir correctamente, estamos na presença de uma valvulopatia.

Miocardiopatia Restritiva


Para que o coração execute os seus batimentos eficazmente necessita, não só dos impulsos eléctricos que lhe são fornecidos, mas também do sangue que até ele chega através dos ventrículos.
Quando estes apresentam uma rigidez fora do comum, o sangue consegue fluir mas não o suficiente, pois as vias não conseguem dilatar minimamente para suportar todo o sangue necessário.
Tem causa desconhecida, mas as teorias são algumas; desde acumulação de ferro no músculo cardíaco, a tumores nos tecidos.
Provoca inchaços nos tecidos, insuficiência cardíaca, desfalecimento e em alguns casos, angina de peito.

Miocardiopatia congestiva com dilatação


Este tipo de miocardiopatia aparece quando os ventrículos se dilatam aumentando o seu diâmetro, mas mesmo assim, não conseguem bombear o sangue para o organismo.
Como consequência deste enfraquecimento, o doente sente falta de ar quando se esforça e cansa-se com muita facilidade e febre (caso a causa da miocardiopatia seja uma infecção).

Miocardiopatia


É uma alteração da estrutura da parede muscular ventriculares.

Insuficiência Cardíaca


A insuficiência cardíaca é dos problemas cardíacos mais comuns.
Nesta situação o coração vê-se incapaz de bombear eficazmente o sangue para todo o organismo.
Assim, todo o corpo fica com um débito em nutrientes e oxigénio, principalmente o coração.
As causas da insuficiência cardíaca são: pressão sanguínea alta (hipertensão), doença da válvula cardíaca, doenças cardíacas congénitas, tumores cardíacos e outras doenças cardíacas, fumos e consumo excessivo de álcool e obesidade. Outros factores mais raros são: infecções com febre alta ou infecções complicadas, uso de drogas, anemia, arritmias, hipertiroidismo e doenças renais.

Os sintomas são muito variados. Vão desde a percepção dos batimentos cardíacos, a um súbito aumento de peso, inchaço do abdómen, pés e tornozelos, veias do pescoço inchadas, perda de apetite, náuseas, falta de ar, insónias, fraqueza, desmaios, tosse até pele azulada (cianose) ou amarelada (icterícia), muito raramente.

Doença do Nódulo Sinusal


Baseia-se no mau funcionamento do pacemaker fisiológico presente no coração.
Os impulsos eléctricos por ele libertados podem não ser suficientes, provocando um abrandamento da frequência cardíaca, ou podem mesmo não ser libertados devido a um bloqueio entre o pacemaker e as aurículas.

Como os batimentos cardíacos são excessivamente baixos, os sintomas passem por debilidade e cansaço.

Bloqueio Cardíaco


Bloqueio Cardíaco: Os estímulos eléctricos necessário para o coração bater dirigem-se para este através de um nódulo aurioculoventricular, que se encontra entre as aurículas e os ventrículos.
Quando estes estímulos se atrasam dá-se uma diminuição brusca dos batimento.
O bloqueio cardíaco pode ser de:
o primeiro grau – quando o atraso é ligeiro e não altera em quase nada o bom funcionamento do coração;
o segundo grau – quando nem todos os impulsos chegam às paredes ventriculares.
Provoca um batimento cardíaco um pouco mais lento que o normal.
o terceiro grau – quando nenhum impulso chega aos ventrículos e os batimentos começam a diminuir drasticamente (cerca de 50 por minuto).

Fibrilhação Ventricular


A fibrilhação ventricular é idêntica à taquicardia Os batimentos do coração são muito mais rápidos (por volta de 300 batimentos por minuto) e muito pouco sangue é bombeado para o corpo e para a cabeça.
Caso não seja tratada de imediato, a fibrilhação ventricular conduz a uma paragem cardíaca mortal.

Ocorre quando o paciente já teve episódios de enfarte ou doenças nas artérias coronárias, que levem à má afluência de sangue ao coração.

Se um episódio de fibrilhação ventricular permanecer sem tratamento, o coração não será capaz de fornecer sangue oxigenado suficiente para a cabeça e para os tecidos do corpo e nestas condições nem a cabeça, nem os tecidos do corpo podem sobreviver.
Pode então provocar a perda de consciência e chegar a lesões cerebrais irreversíveis e consequente morte.

Taquicardia Ventricular


É um ritmo cardíaco complexo, originado nos ventrículos.
O músculo não se contrai normalmente e assim os batimentos do coração tornam-se mais rápidos.
À medida que o coração bate mais rápido, bombeia menos sangue a cada contracção, pois não há tempo suficiente para o enchimento do coração entre cada batimento.

O indivíduo sete palpitações constantes, a pressão arterial diminui e se não for tratada com urgência, a taquicardia pode conduzir a paragem cardíaca.

Extra-sístoles ventriculares


Caracterizado por contracções ventriculares prematuras. Os ventrículos recebem os estímulos eléctricos antes da ocorrência do batimento cardíaco normal.
Não apresenta qualquer tipo de perigo quando não apresenta nenhum tipo de cardiopatia associada. Mas quando a pessoa sofre de problemas cardíacos, podem vir associadas às extra-sístoles, arritmias bastante perigosas que poderão levar à morte súbita.
O único sintoma que da situação pode advir é a sensação de um batimento cardíaco irregular.

Síndroma de Wolff-Parkinson-White


Neste síndroma os impulsos eléctricos que se dirigem para as fibras musculares do coração para efectuarem os batimentos cardíacos encaminham-se por vias anómalas.
É uma forma de taquicardia onde há um caminho adicional de condução para os ventrículos. O caminho extra contorna a via normal de condução do estímulo e causa uma forma de taquicardia supraventricular (frequência cardíaca acelerada que se inicia acima dos ventrículos). O caminho extra nessa síndroma pode, frequentemente, ser localizado com precisão.

Os sintomas são:
• palpitações- percepção dos batimentos cardíacos anormais
• tontura leve
• desmaio
• vertigem
• falta de ar
• dor ou tensão no peito

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Taquicardia Paroxística Auricular


Continuando a tratar de arritmias cardíacas, e como já foi referido atrás, a taquicardia surge quando o batimento cardíaco passa de normal (60 a 100 batimentos por minuto), a excessivamente rápido (160 a 200 batimentos por minuto), ocorrendo num espaço de tempo que pode ir desde alguns minutos a várias horas.

A fraqueza e sensação provocada no peito pelos batimentos rápidos são os sintomas mais comuns da taquicardia.

Extra-sístoles auriculares



Uma extra-sístole auricular é um tipo de arritmia cardíaca.
Estamos na presença deste tipo de problema, quando o paciente apresenta um quadro clínico de batimentos cardíacos descoordenados. Anteriormente a um batimento cardíaco normal, dá-se um batimento adicional que é provocado pela contracção das aurículas.

Este é originado aquando um consumo excessivo de álcool e fármacos que estimulem o sistema nervoso.
Não apresenta qualquer tipo de sintomas, pois o coração não modifica excessivamente o seu funcionamento.

Arritmias Cardíacas



O coração é constituído por quatro cavidades; duas aurículas (esquerda e direita) e dois ventrículos (esquerdo e direito).
Para que funcione em total conformidade, é necessário que as paredes musculares de cada cavidade se contraiam para que em cada batimento expulsem a maior quantidade de sangue possível.
Para que esta contracção se dê eficazmente existe um pacemaker fisiológico, localizado na parede da aurícula direita, de onde têm origem as descargas eléctricas necessárias para que se dê inicio aos batimentos cardíacos.

As alterações na frequência destes batimentos são normais. Podem surgir de um excesso de esforço físico ou da falta dele ou da manifestação de diversas emoções e dores.
Só quando submetido a ritmos excessivamente rápidos ou excessivamente lentos, ou quando os impulsos eléctricos seguem vias que não são as adequadas, é que podemos dizer que estamos na presença de um batimento cardíaco anormal, ou seja, uma arritmia.

As arritmias podem ser causadas por: doenças nas artérias coronárias; insuficiência cardíaca; desvio dos impulsos eléctricos, que pode fazer com que estes não cheguem ao coração para que produza os seus batimentos eficazmente; consumo excessivo de tabaco e álcool; stress; esforço físico; hiperactividade e, também não raras vezes, por medicamentos utilizados para o tratamento de outras doenças.

O batimento do coração varia de pessoa para pessoa, mas quando estamos na presença de um problema como a arritmia, o indivíduo pode até conseguir diferenciar os seus batimentos normais dos anormais, visto que a arritmia se baseia, como já foi mencionado acima, numa irregularidade e desigualdade das contracções do coração.
Por vezes, quando a arritmia se torna de um grau mais elevado, pode causar enjoos, vertigens e desmaio. Neste caso, requer-se uma atenção imediata por parte de um médico especialista.