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quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Diagnóstico - Radioscopia


É um exame contínuo com raios X que mostra, num ecrã, o movimento do coração em cada batimento e os pulmões quando são insuflados e esvaziados. É utilizado em simultâneo com o cateterismo cardíaco e com o exame electrofisiológico e é útil no diagnóstico de doenças valvulares e de defeitos congénitos do coração. Como este exame utiliza uma dose muito elevada de radiações, foi substituído pelo ecocardiograma e outros exames.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Diagnóstico - Exame físico


Nesta fase do diagnóstico o médico regista o peso e o estado geral do paciente, observando também se existe palidez, suor ou sonolência e tendo igualmente em conta o estado de ânimo e a sensação de bem-estar, que também são indicadores de uma doença cardíaca. Determina-se também a cor da pele pois a palidez ou uma coloração azulada podem evidenciar que a pele não está a receber oxigénio suficiente através do sangue o que é causado por uma possível disfunção cardíaca.
O médico sente ainda o “pulso” nas artérias do pescoço, debaixo do braço, nos cotovelos, nos pulsos, no abdómen, por detrás dos joelhos, nos tornozelos e nos pés para se assegurar de que é igual em todo o corpo. Controla-se ainda a temperatura e a pressão arterial e as veias do pescoço que, ao estarem ligadas à aurícula direita, dão indicação do volume e da pressão sanguínea do lado direito do coração. O médico pressiona com o dedo a pele dos tornozelos, pernas e parte inferior das costas para detectar acumulação de líquidos (Fig. 12).
Observa ainda a retina do olho e o tórax. Ao observar a retina do olho detecta anomalias nos casos de hipertensão arterial, diabetes, arteriosclerose e infecções bacterianas das válvulas cardíacas. Ao observar o tórax pode concluir se os movimentos respiratórios estão normais, se os pulmões estão cheios de ar (o que é normal) ou não (o que não é normal), se existe líquido na membrana que envolve o coração e cobre os pulmões, se a respiração é normal ou se há obstruções, se os pulmões contém líquido devido a uma perturbação cardíaca e o tamanho do coração e força das contracções durante cada batimento. Pode também utilizar-se um estetoscópio (Fig. 13) para identificar os diferentes sons provocados pela abertura e encerramento das válvulas cardíacas. As anomalias nas válvulas criam turbulências que geram sons característicos, denominados sopros cardíacos. Estes fluxos turbulentos têm origem no
sangue ao passar pelas válvulas estreitas ou que não fechem bem. No entanto, nem todas as doenças cardíacas provocam sopros e nem todos os sopros indicam perturbações cardíacas, pois com o envelhecimento o fluxo sanguíneo tende a ser turbulento não existindo nenhuma doença cardíaca grave.
Por fim examina-se o abdómen para verificar se o fígado aumentou de volume devido à acumulação de sangue nas principais veias que conduzem ao coração, o que indica uma insuficiência cardíaca. Examina-se também o pulso e o diâmetro da aorta abdominal.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Diagnóstico - Estudo Electrofisiológico

Este exame é utilizado para avaliar anomalias graves no ritmo ou na condução eléctrica. Para tal, inserem-se pequenos eléctrodos nas veias, e por vezes também nas artérias, e faz-se com que cheguem às cavidades cardíacas., onde regista o ECG e identificam as vias por onde circulam as descargas eléctricas. O médico pode provocar um ritmo cardíaco anómalo para descobrir se um determinado fármaco é eficaz ou se é necessário uma inversão cirúrgica. É um exame bastante seguro (o risco de morte é de 1 em 5000 intervenções), apesar de ser invasivo e requerer anestesia.

Diagnóstico - Electrocardiograma ambulatório contínuo


Problemas como arritmia ou débito sanguíneo insuficiente para o músculo cardíaco podem verificar-se em qualquer momento, de uma forma breve. Por isso, é necessário o uso de um registador portátil contínuo do ECG. O doente transporta consigo, durante 24 horas consecutivas, um pequeno aparelho com alimentação de bateria (monitor Holter) que grava continuamente o ECG, onde está contida informação sobre a velocidade e a frequência cardíaca. Ao mesmo tempo, o doente regista ao longo do dia, todos os sintomas, para que depois esses sintomas possam ser comparados ao registo do ECG.

Diagnóstico - História Clínica


Nesta parte do diagnóstico o médico questiona o paciente sobre os sintomas que possam evidenciar uma perturbação cardíaca, como a dor torácica, insuficiência respiratória, edema nos pés e tornozelos, palpitações, febre, falta de forças, fadiga, perda de apetite e mal-estar geral. De seguida o médico pergunta sobre infecções, exposição a produtos químicos, uso de medicamentos, consumo de álcool e tabaco, ambiente familiar e laboral, actividades recreativas e ainda se existe algum membro da família que tenha sofrido de problemas cardíacos. As respostas do paciente ajudam o médico a perceber se se poderá tratar, ou não, de uma doença cardiovascular .

Principais métodos de diagnóstico


Para se poder escolher e iniciar um tratamento é necessário certezas sobre o problema que afecta o paciente. Para tal, utilizam-se determinados exames e procedimentos clínicos. O diagnóstico baseia-se e inicia-se na história clínica e num exame físico realizado pelo médico no consultório, sendo depois utilizados determinados exames médicos que confirmam um diagnóstico inicial e determinam a gravidade e consequências da doença.